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quarta-feira, 7 de abril de 2010

De Tel Aviv a Ramallah – Fayyad pode ser o Ben Gurion palestino?

por Gustavo Chacra (Correspondente do jornal Estadão em Nova York) – O texto abaixo foi retirado do site estadão – http://blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/de-tel-aviv-a-ramallah-fayyad-pode-ser-o-ben-gurion-palestino/

Certa vez, o professor de História do Oriente Médio da Universidade Columbia, Rashid Khalidi, afirmou em uma aula que os palestinos não tiveram um Ben Gurion, como os israelenses. Um líder que construísse as instituições necessárias e tomasse as decisões corretas para alcançar o sonho de criar um Estado para o seu povo. Um homem que soubesse ler e entender os interesses das grandes potências e usá-los a seu favor.

Em vez disso, palestinos tiveram o controverso Mufti, que tomava uma decisão equivocada atrás da outra. Yasser Arafat teve seu papel ao divulgar a causa palestina de ter um Estado para o povo árabe residente nas áreas ocupadas por Israel em 1967 e, de uma certa forma, conseguiu o reconhecimento internacional dos palestinos. Hoje, seria impensável que um premiê israelense copiasse a Golda Meir e perguntasse quem são esses palestinos – se é que ela realmente disse isso algum dia. O problema é que Arafat foi um dos piores estadistas que os palestinos poderiam ter. Aliás, se houvesse um campeonato no mundo árabe, ele ficaria em último. Pode até ter sido um bom guerrilheiro, mas era nota zero em administração pública. Seu governo era corrupto e não conseguiu erguer nenhuma instituição de respeito nos territórios palestinos. Para complicar, dizia uma coisa para os EUA e Israel e outra para os árabes. Terminou a sua vida cercado em sua Muqata, no meio da Segunda Intifada, e com o sonho palestino distante.

Mahmoud Abbas, seu sucessor, pode ser bem intencionado. Mas não tem força alguma. Além disso, tampouco dá para classificá-lo como um ás em governança. Porém os palestinos têm hoje um premiê capaz e preparado, admirado não apenas entre seu povo, mas também nos EUA e mesmo em Israel. Salam Fayyad entende a necessidade os palestinos terem instituições prontas antes de lutar pela independência. E é isto que ele tem feito. Hoje, a Cisjordânia se desenvolveu e está bem mais segura do que em 2004, quando morreu Arafat. Os cartazes dos mártires não existem mais. A calma prevaleceu na Guerra de Gaza. A polícia é bem preparada. As ruas organizadas. Ramallah possui até uma emergente vida noturna. Ele ainda apoia protestos pacificos, como plantar arvores em areas sob ocupacao israelense.

No ano que vem ou em 2012, provavelmente, Fayyad irá mais adiante. E tentará buscar o reconhecimento internacional do Estado palestino. Muitos países certamente concordarão, e inclua na lista nações escandinavas, Turquia, todo o mundo árabe e islâmico, entre outros. Barack Obama também simpatiza com Israel. Seus principais interlocutores para o Oriente Médio sabem que Israel não terá tão cedo alguém como Fayyad do outro lado para dialogar.

O problema é que a administração israelense ainda desconfia. E observa Gaza mais do que a Cisjordânia. “Do que adianta um líder bom na Cisjordânia se o Hamas ainda controla a outra parte do território, lançando foguetes contra Ashkelon e Sderot?”, questionam. Agora, cabe aos palestinos mostrar que seus sonhos estão mais em acordo com Fayyad do que com o de líderes como o iraniano Mahmoud Ahmadinejad, conforme escreveu recentemente Thomas Friedman no New York Times. Israel teme um mini-Irã (no sentido do atual regime, não do povo iraniano) nas suas fronteiras. Mas ficariam felizes de ter um Estado pacífico e democrático. Mais ou menos uma “Jordânia”, mas sem um rei absolutista como Abdullah. Enfim, será que Fayyad pode ser o Ben Gurion, o Mandela palestino? Até agora, ele mostrou que sabe tomar decisões acertadas e, acima de tudo, entende o que as grandes potências querem. Pela primeira vez na história, um presidente dos EUA simpatiza mais com um líder palestino do que com um israelense. Hoje, Fayyad é mais bem visto na Casa Branca do que Netanyahu.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Discurso do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu na Conferência da AIPAC

Discurso do Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu na Conferência da AIPAC (American Israel Public Affairs Committee)

O futuro do Estado judeu nunca pode depender da boa vontade até mesmo do maior dos homens. Israel deve sempre reservar-se o direito de se defender. (22 de março de 2010)

Membros da Administração Obama, Senadores, Membros do Congresso, ministro da Defesa Ehud Barak, ministro Uzi Landau , embaixador Michael Oren, Howard Kohr, Victor David, Lee Rosenberg Líderes da AIPAC, Senhoras e Senhores:

Quando o mundo enfrenta desafios monumentais, sei que Israel e Estados Unidos vão enfrentá-los juntos. Estamos juntos porque somos animados pelos mesmos ideais e inspirados pelo mesmo sonho — o sonho de alcançar a segurança, a prosperidade e a paz.

Este sonho parecia impossível para muitos judeus no século passado.

Neste mês, meu pai comemorou seu centésimo aniversário. Quando ele nasceu, os czares governavam a Rússia, o Império Britânico abarcava todo o mundo e os otomanos governavam o Oriente Médio. Durante sua vida, todos esses impérios desmoronaram, outros floresceram e sucumbiram, e o destino judaico passou do desespero para uma nova esperança — o renascimento do Estado judeu. Pela primeira vez em dois mil anos, o povo judeu soberano podia defender-se contra ataques.

Antes disso, fomos submetidos à incessante barbárie: A carnificina da Idade Média, a expulsão dos judeus da Inglaterra, Espanha e Portugal, os massacres sanguinários dos judeus da Ucrânia, os pogroms na Rússia, que culminaram com o maior dos males — o Holocausto.

A fundação de Israel não interrompeu os ataques contra os judeus. Limitou-se a dar aos judeus o poder deles próprios se defenderem contra aqueles ataques.

Meus amigos,

Quero dizer a vocês sobre o dia em que compreendi a profundidade dessa transformação. Foi o dia em que conheci Shlomit Vilmosh, há mais de 40 anos atrás. Eu servi com seu filho, Haim, na mesma unidade de elite do exército. Durante uma batalha em 1969, Haim foi morto por uma rajada de metralhadora.

Em seu funeral, descobri que Haim nascera pouco depois que sua mãe e seu pai foram libertados dos campos de morte da Europa. Se Haim tivesse nascido dois anos antes aquele corajoso jovem teria sido atirado aos fornos como um milhão de outras crianças judias. Shlomit, a mãe de Haim, me disse então que estava bastante angustiada, mas também muito orgulhosa. Pelo menos, ela disse, meu filho caiu vestindo o uniforme de um soldado judeu defendendo o Estado judeu.

Uma e outra vez, o exército israelense foi obrigado a repelir os ataques de poderosos inimigos determinados a nos destruir. Quando o Egito e a Jordânia reconheceram que não poderiam nos derrotar em batalha, adotaram o caminho da paz.

Ainda há aqueles que continuam a agressão contra o Estado judeu e abertamente pedem a nossa destruição. Eles procuram alcançar este objetivo através do terrorismo, dos ataques de mísseis e, mais recentemente, através do desenvolvimento de armas atômicas.

A reunião do povo judeu em Israel não dissuadiu esses fanáticos. Na verdade, isso só tem aguçado seu apetite. Governantes do Irã dizem que “Israel é país de uma só bomba”. O chefe do Hezbolá diz: “Se todos os judeus se reúnem em Israel, isso irá poupar-nos do trabalho de persegui-los em todo o mundo”.

Meus amigos,

Estes são fatos desagradáveis, mas são os fatos.

A maior ameaça para qualquer organismo vivo ou nação não é a de reconhecer o perigo a tempo. Setenta e cinco anos atrás, muitos líderes ao redor do mundo puseram suas cabeças na areia. Incontáveis milhões de pessoas morreram na guerra que se seguiu. Finalmente, dois dos maiores líderes da história ajudaram a maré a mudar. Franklin Delano Roosevelt e Winston Churchill ajudaram a salvar o mundo. Mas era tarde demais para salvar seis milhões do meu próprio povo.

O futuro do Estado judeu nunca pode depender da boa vontade até mesmo do maior dos homens. Israel deve sempre reservar-se o direito de se defender.

Hoje, uma ameaça sem precedentes para a humanidade é iminente. Um regime radical iraniano com armas nucleares poderia trazer um fim à era da paz nuclear que o mundo tem desfrutado nos últimos 65 anos. Esse regime poderia fornecer armas nucleares a terroristas e poderia mesmo ser tentado a usá-las. Nosso mundo nunca mais seria o mesmo. A descarada corrida do Irã para desenvolver armas nucleares é, em primeiro lugar, uma ameaça para Israel, mas também é uma grave ameaça para a região e para o mundo.

Israel espera que a comunidade internacional aja rápida e decisivamente para impedir esse perigo. Mas sempre nos reservamos o direito da autodefesa.

Temos também de nos defender contra mentiras e difamações. Ao longo da história, as calúnias contra o povo judeu sempre precederam as agressões físicas contra nós e foram usadas para justificar esses ataques. Os judeus eram chamados de envenenadores da humanidade, fomentadores da instabilidade e fonte de todo o mal sob o sol.

Infelizmente, esses ataques caluniosos contra o povo judeu também não terminaram com a criação de Israel. Por um tempo, o antissemitismo ostensivo foi colocado em xeque pela vergonha e o choque do Holocausto. Mas só por um tempo. Nas últimas décadas, o ódio aos judeus ressurgiu com força crescente, mas com uma distorção insidiosa. Não é apenas dirigida ao povo judeu, mas cada vez mais ao Estado judeu. Na sua forma mais perniciosa, alega que, se Israel não existisse, muitos dos problemas do mundo acabariam.

Meus amigos,

Será que isso significa que Israel está acima de qualquer crítica? Claro que não. Israel, como qualquer democracia, tem suas imperfeições, mas nós nos esforçamos para corrigi-las através do debate aberto e escrutínio. Israel tem tribunais independentes, Estado de Direito, imprensa livre e um vigoroso debate parlamentar — acreditem, é vigoroso.

Eu sei que membros do Congresso se referem um ao outro, como “o meu ilustre colega de Wisconsin ou o senador da Califórnia”. Em Israel, os membros do Knesset não se referem assim aos seus ilustres colegas de Kiryat Shmona ou de Beer Sheva. Dizemos: “Bem, você não quer saber o que falamos”. Em Israel, a autocrítica é um modo de vida, e aceitamos que a crítica faz parte da condução dos assuntos internacionais.

Mas Israel deve ser julgado pelos mesmos padrões aplicados a todas as nações, e as alegações contra Israel devem ser baseados em fatos. A alegação pela qual se tenta descrever os judeus como colonizadores estrangeiros na sua própria pátria é uma das grandes mentiras dos tempos modernos.

Em meu escritório tenho um anel com sinete, que me foi emprestado pelo Departamento de Antiguidades de Israel. O anel foi encontrado junto ao Muro Ocidental, mas remonta há cerca de 2.800 anos atrás, duzentos anos depois que o rei Davi transformou Jerusalém em nossa capital. O anel é um selo de um funcionário judeu, e inscrito em hebraico está o seu nome: Netanyahu. Netanyahu Ben-Yoash. Esse é meu sobrenome. Meu primeiro nome, Benjamin, remonta 1.000 anos antes de Benjamin, filho de Jacob. Um dos irmãos de Benjamin era chamado Shimon, que também acontece de ser o primeiro nome do meu bom amigo, Shimon Peres, o presidente de Israel. Cerca de 4.000 anos atrás, Benjamin, Shimon e seus dez irmãos vagavam pelas montanhas da Judéia.

Senhoras e Senhores,

A ligação entre o povo judeu e a terra de Israel não pode ser negada. A ligação entre o povo judeu e Jerusalém não pode ser negada. O povo judeu esteve construindo Jerusalém 3.000 anos atrás e o povo judeu constrói Jerusalém hoje.

Jerusalém não é um assentamento. É a nossa capital.

Em Jerusalém, meu governo tem mantido as políticas de todos os governos israelenses desde 1967, incluindo aqueles liderados por Golda Meir, Menachem Begin e Yitzhak Rabin. Hoje, quase um quarto de um milhão de judeus, quase a metade da população judaica da cidade, vive em bairros que estão mais além das linhas de 1949. Todos estes bairros estão dentro de uma distância de cinco minutos de carro da Knesset. Eles são parte integrante e inseparável da Jerusalém moderna. Todo mundo sabe que esses bairros serão parte indivisível de Israel em qualquer acordo de paz. Portanto, construir neles, de forma alguma exclui a possibilidade de uma solução de dois Estados.

Nada é mais raro no Oriente Médio do que a tolerância às crenças dos outros. É apenas sob soberania israelense, em Jerusalém, que a liberdade religiosa para todas as crenças tem sido garantida. Enquanto prezamos nossa pátria, também reconhecemos que os palestinos vivem lá igualmente. Nós não queremos dominá-los. Nós não queremos governá-los. Nós os queremos como vizinhos, vivendo em segurança, dignidade e paz. No entanto, Israel é injustamente acusado de não querer fazer a paz com os palestinos. Nada poderia estar mais longe da verdade.

Meu governo deu provas do seu compromisso com a paz em palavras e atos. Desde o primeiro dia pedimos à Autoridade Palestina que inicie as negociações de paz sem demora. Eu faço esse mesmo pedido hoje. Presidente Abbas, venha negociar a paz. Líderes que realmente querem a paz devem sentar-se frente a frente.

Naturalmente que os Estados Unidos podem ajudar as partes a resolverem seus problemas, mas não podem resolver os problemas para as partes. A paz não pode ser imposta de fora. Ela só pode vir através de negociações diretas nas quais estamos desenvolvendo confiança mútua.

No ano passado, falei de uma visão de paz na qual um Estado palestino desmilitarizado reconhece o Estado judeu. Assim como os palestinos esperam que Israel reconheça um Estado palestino, nós esperamos que os palestinos reconhecessem o Estado judeu.

Meu governo retirou centenas de bloqueios, barreiras e postos para facilitar o movimento dos palestinos. Como resultado, ajudamos a impulsionar um boom fantástico na economia palestina (cafeterias, restaurantes, empresas, e até mesmo cinemas multiplex). E anunciamos uma moratória sem precedentes nas novas construções israelenses na Judéia e na Samária.

Isto é o que meu governo fez pela paz. O que tem feito a Autoridade Palestina pela paz? Bem, eles só têm colocado pré-condições para as negociações de paz, movem uma implacável campanha internacional para minar a legitimidade de Israel, e promoveram o notório Relatório Goldstone, que falsamente acusa Israel de crimes de guerra. Na verdade, eles estão fazendo bem agora no âmbito da ONU o que grotescamente fizeram no Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Quero agradecer ao presidente Obama e ao Congresso dos Estados Unidos por seus esforços em frustrar essa calúnia, e peço pelo seu contínuo apoio.

De forma lamentável, a Autoridade Palestina também continua o incitamento contra Israel. Alguns dias atrás, uma praça pública nas imediações de Ramallah recebeu o nome de uma terrorista que matou 37 civis israelenses, incluindo 13 crianças. A Autoridade Palestina nada fez para impedir isso.

Senhoras e Senhores,

A paz exige reciprocidade. Não pode ser uma rua de mão única, na qual só Israel faz concessões. Israel está pronto a assumir compromissos necessários para a paz. Mas esperamos que os palestinos comprometam-se também. Mas uma coisa que nunca vai se comprometer é a nossa segurança.

É difícil explicar a situação da segurança de Israel para alguém que vive em um país com 500 vezes o tamanho de Israel. Mas imaginem os Estados Unidos inteiros comprimidos no tamanho de Nova Jersey. Em seguida, ponha na fronteira norte de Nova Jersey um representante terrorista do Irã chamado Hezbolá, que dispara 6.000 foguetes contra esse pequeno Estado. Imaginem então que este agente terrorista acumulou mais de 60.000 mísseis para lançar sobre você. Espere. Eu não terminei ainda. Agora, imaginem na fronteira sul de Nova Jersey outro agente terrorista iraniano chamado Hamas. Ele também lançou 6.000 foguetes contra o seu território, enquanto contrabandeia armas ainda mais letais ao seu território. Vocês não acham que se sentiriam um pouco mais vulneráv eis? Vocês acham que poderiam esperar alguma compreensão da comunidade internacional quando se defenderem?

Um acordo de paz com os palestinos devem incluir medidas de segurança eficazes na região. Israel precisa se certificar de que o que aconteceu no Líbano e em Gaza não volte a acontecer na Cisjordânia.

O principal problema da segurança de Israel com o Líbano não é sua fronteira com o Líbano. É a fronteira do Líbano com a Síria, através da qual o Irã e a Síria contrabandeiam dezenas de milhares de armas ao Hezbolá.

O principal problema da segurança de Israel com Gaza não é sua fronteira com Gaza. É a fronteira de Gaza com o Egito, na qual cerca de 1.000 túneis foram cavados para contrabandear armas. A experiência tem demonstrado que apenas a presença israelense no local pode impedir o contrabando de armas. É por isso que um acordo de paz com os palestinos deve incluir uma presença israelense na fronteira oriental de um futuro Estado palestino.

Se a paz com os palestinos comprovar sua durabilidade ao longo do tempo, poderemos rever os acordos de segurança. Estamos dispostos a assumir riscos para a paz, mas não seremos irresponsáveis com a vida da nossa população e a vida do primeiro e único Estado judeu.

Senhoras e Senhores,

O povo de Israel quer um futuro no qual nossos filhos já não experimentem os horrores da guerra. Queremos um futuro no qual Israel realize todo o seu potencial como um centro global de tecnologia, ancorado nos seus valores e viva em paz com todos os seus vizinhos.

Eu pressinto um Israel que pode dedicar ainda mais os seus talentos criativos e científicos para ajudar a resolver alguns dos grandes desafios da atualidade, antes de tudo, encontrar um substituto limpo e acessível (Nota do tradutor: mais barato) para a gasolina. E quando encontrarmos essa alternativa, vamos parar de transferir centenas de bilhões de dólares para regimes radicais que apóiam o terror.

Estou confiante que na perseguição destes objetivos, temos a amizade duradoura dos Estados Unidos da América, a maior nação da terra. O povo americano tem sempre demonstrado a sua coragem, sua generosidade e decência. De um presidente para o seguinte, de um Congresso para o subsequente, o compromisso dos EUA com a segurança de Israel foi inabalável. No ano passado, o presidente Obama e o Congresso norte-americano deram significado a essa promessa, fornecendo assistência militar a Israel, permitindo exercícios militares conjuntos e trabalhando juntos na defesa antimísseis.

Assim também Israel tem sido um aliado leal e firme dos Estados Unidos. Como disse o vice-presidente Biden, a América não tem melhor amigo na comunidade das nações que Israel. Durante décadas, Israel serviu como um baluarte contra o expansionismo soviético. Hoje, está ajudando a América a conter a onda militante do islã. Israel compartilha com os Estados Unidos tudo o que sabe sobre como combater um novo tipo de inimigo. Trocamos informações de inteligência. Cooperamos em inúmeros outros campos dos quais eu não estou liberado a divulgar. Esta cooperação é importante para Israel e está ajudando a salvar vidas americanas.

Nossos soldados e seus soldados lutam contra inimigos fanáticos que detestam os nossos valores comuns. Aos olhos desses fanáticos, somos vocês e vocês estão conosco. Para eles, a única diferença é que vocês são grandes e nós somos pequenos. Vocês são o Grande Satã e nós somos o Pequeno Satã. Esse ódio fanático pela civilização ocidental antecede o estabelecimento de Israel por mais de mil anos.

Os militantes islâmicos não odeiam o Ocidente por causa de Israel. Eles odeiam Israel por causa do Ocidente — porque consideram Israel como um posto avançado da liberdade e da democracia, que os impede de ultrapassarem o Oriente Médio. É por isso que quando Israel está contra seus inimigos, está contra os inimigos da América.

O presidente Harry Truman, o primeiro líder a reconhecer Israel, disse: “Eu tenho fé em Israel e eu acredito que ele tenha um futuro glorioso — não apenas como uma outra nação soberana, mas como uma personificação dos grandes ideais da nossa civilização”.

Meus Amigos,

Estamos reunidos aqui hoje porque acreditamos nos ideais comuns. E por causa desses ideais, estou certo de que Israel e os EUA estarão sempre juntos.

(Traduzido por Szyja Lorber- Paraná – BR)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Visita de Lula a Israel

O texto abaixo foi escrito pelo Gilberto Jugend, um curitibano que fez aliá em 1968, coloca sua opinião pessoal sobre a visita de Lula a Israel.

Uma opinião pessoal

Amigos no Brasil me perguntaram se ouvi na TV o discurso do Lula na Knesset.
- Não, não me interessei pelo Lula, respondi - e não entrei em detalhes.

Dentro de mim porém sabia a resposta: seria perda de tempo escutar um político ingênuo ou hipócrita (mais para hipócrita do que para ingênuo) tentar mascarar a unilateral e as vezes cega preferência do Brasil pelos árabes, mesmo as custas da sobrevivência do Estado de Israel. Creio que também não ouvi o discurso por um misto de menosprezo ao homem, e desgosto e alarme profundos pelo posicionamento do Brasil, liderado pelo Lula, em relação ao Irã.

Curioso, fiz a mesma pergunta - "você ouviu?" - a alguns brasileiros e israelís aqui em Israel, e a resposta foi a mesma. Alguns até acharam graça da pergunta aparentemente estúpida. Olhei os jornais: Yediot Aharonot, o mais vendido, sequer mencionou a visita na primeira pagina; idem o Maariv. No Haaretz tem uma foto na primeira página e outra na segunda - mas nenhum comentário fora isso. Em todo o caso, o Haaretz já tinha publicado no fim de semana uma entrevista exclusiva com o Lula.

Lula veio visitar os palestinos e a caminho parou em Israel, esta é a minha interpretação. Com 10 milhões de árabes vivendo hoje no Brasil (ou 5% da população) e as eleições chegando, está na hora do Lula fazer alguma propaganda. Não dá para esquecer também que isso lhe dará mais alguns pontos de conceito no mundo árabe, especialmente quando da visita que fará ao seu irmão Ahmadinejad do Irã, em breve. O comércio com o Irã já rende aos cofres do governo brasileiro mais de U$ 10B/ano. Nada mal. E isto é tão somente com o Irã. Quanto o Brasil não recebe de todos os países árabes juntos ? Para comparar: o comércio com Israel é perto de U$ 2/B anuais.

Então, repito, Lula veio fazer uma visita aos palestinos com uma paradinha em Israel. Visita a Ramalla, abraços e beijinhos com os dirigentes de lá, visita ao consulado que o Brasil mantém em Ramalla - tudo é lucro. Contatos com o Fatah e Hamas, propostas de tentar mediar entre eles...

E o que dizer sobre a cerimônia oficial de visita ao túmulo de Arafat, considerando que se recusou a visitar o túmulo de Hertzl em Jerusalém?

Tudo é lucro para Lula, seus seguidores e a política internacional brasileira, apesar da propagandeada "posição neutra" do Brasil (piada...) em relação ao conflito em nossa região.
Política e ideologia sem remorsos, ao mesmo tempo em que escolhe deliberadamente ignorar as obvias conseqüências do apoio a fanáticos religiosos que desenvolvem bombas atômicas.

Da minha perspectiva, de minha família e de Israel, nossa sobrevivência é preocupante, em particular quando esses fanáticos estão desenvolvendo capacidade nuclear e anunciam abertamente qual é a finalidade. Esta posição do Brasil e do Lula, na prática apoiando este esforço nuclear, ignorando e minimizando a aberta posição Iraniana, é uma política hipócrita do lucro mascarada de ideologia. Eles acham que somos cego ou estúpidos? Para nós está em jogo nossa sobrevivência!

Assim, esta passagem de Lula por Israel, "visita de dirigente de um povo amigo", em vez de ser encarada como uma aproximação com Israel, busca da paz, etc., deve ser rotulada como realmente é: um logro, um insulto e uma farsa nauseante com a finalidade de ganhar votos nas próximas eleições e de aproximar o Brasil de seus amigos árabes.

terça-feira, 16 de março de 2010

Lula visita Israel








A primeira visita de um presidente brasileiro ao Estado israelense esta acontecendo nesta semana. Lula chegou a Israel no ultimo domingo, dai 14 de março de 2010. Lula visitou o parlamento, fez discursos, visitou o presidente Shimon Perez em sua residência, e ao lado desta visitou o museu do holocausto Yad Vashem.

Neste museu após uma cerimonia de homenagem as vitimas, Lula condenou o holocausto chamando este de "ato de irracionalidade". Este foi o ultimo discurso feito por Lula em território israelense, na parte da tarde do dia de hoje ele irá para Belém encontrar com presidente da Autoridade Palestina Mahmoud Abbas. Depois irá para Ramalah onde depositará uma coroa de flores no túmulo de Yasser Arafat.

Inclusive este ultimo ato gerou uma pequena discórdia, junto ao governo israelense, porque não estava programado em sua agenda, e Lula fez questão de agenda-lo. Mas o ato de visitar o túmulo do ex-presidente da OLP, não foi de fato o que revoltou alguns membros do governo, mas sim o cancelamento da visita ao túmulo de Theodore Hertzel, um pedido feito pessoalmente pelo presidente brasileiro.

Este cancelamento repercutiu de tal forma, que o Ministro de Relações exteriores e vice-primeiro ministro de Israel Avigdor Liberman, boicotou o discurso que Lula realizou no Knesset (congresso de Israel).

Durante sua visita Lula pediu para que Israel aceitasse que o Brasil voltasse a ser um pais mediador do conflito, disse também que lutava a favor de um Oriente médio livre das armas nucleares (uma indireta ao Irã e também a Israel).

Entretanto o que mais impressionou durante a visita de Lula, foi a impressionante união de todos o lados da política israelense, tanto o governo como a oposição pressionaram Lula a aceitar a sanções propostas contra o Irã.

A visita do presidente brasileiro, foi uma forma de agradecimento a visita de Simon Perez no final do ano passado ao Brasil. Ela conseguiu gerar bons frutos como o acordo de livre comércio entre Israel e o MERCOSUL. Mas também teve suas gafes como o cancelamento a visita do túmulo do criador do sionismo.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Corridas de carro voltam a Israel

Depois de quase duas décadas de proibição, as corridas automotivas voltam a ser permitidas em território israelense.

A comissão de educação, cultura e esportes finalizou ontem permitindo novamente as corridas, que haviam sido proibidas no início da decada de 90 porque na época não havia uma legislação eficaz para controla-las.

O ministro de transportes e segurança de rodovias, Ysrael Katz., aprovou a nova regulamentação, que incluia a legalização das e corridas automotoras.

Os carros não poderão ser usados nas ruas, eles serão exclusivamente para as corridas, e cada corredor deverá fazer um teste para tirar uma carteira de motorista especial.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Liga Árabe será a mediadora do processo de paz entre Israel e Palestina

Foi anunciado nesta última quarta-feira (3 de março de 2010), que a Liga Árabe será a mediadora do processo de paz entre israelenses e palestinos. Este processo será indireto, desta forma os negociadores de cada população não conversarão entre si, apenas com os representantes da Liga, que irão servir de “garotos de recados”.

A liga árabe aceitou este oficio depois de analisar uma proposta americana de lançamento das negociações indiretas. Entretanto esta decisão não foi unânime dentro da Liga, e foi extremamente contestada pelo ministro de Relações exteriores da Síria, Walid Moallem.

O ministros impuseram um prazo de 4 meses para conclusão da primeira fase, depois disso deixarão o cargo de mediadores e analisarão onde poderão aplicar seus esforço para continuar a ajudar no processo de paz. Mas a liga já informou que não haverá nenhum progresso no processo enquanto Israel continuar com suas políticas de construção de novos assentamento, e exigiu que para dar início ao processo de negociações estas políticas sejam congeladas.

O representante americano para o Oriente Médio deve chegar a Israel no sábado a noite e já no domingo deverá dar início ao processo. Que de acordo com os planos deverá ter como primeira prioridade a demarcação das fronteiras, depois disso, o governo americano acredita que o problema com os assentamentos poderá ser resolvido.

Novamente vemos uma tentativa de um processo de paz, não será a primeira, mas esperamos que seja a ultima, e que tudo seja resolvido. Entretanto todos nós sabemos que para isto progredir ambos os lados deverão ceder, Israel congelando os assentamentos e palestinos controlando seus grupos terroristas, para que ai sim o processo caminhe com calma e atinja algum resultado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Israel anuncia que quer classificar áreas da Cisjordania como patrimônio nacional

No dia 21 de fevereiro de 2010, o governo israelense anunciou que pretende incluir dos locais, considerados santos para os judeus, como patrimônio nacional. Os túmulos de Raquel e dos três patriarcas localizados em Belém e Hebron respectivamente.

O pedido de inclusão destes territórios foi feito pelo partido de direita ultra-ortodoxo Shas, que junto com outros partidos da mesma ala e colonos que vivem na Cisjordânia festejaram e classificaram a decisão como histórica.

Esta decisão já repercutiu no lado palestino, o atual presidente Mahmoud Abbas disse que a decisão surge como uma provocação.

“Uma provocação assim não contribui para o processo de paz. Isso pode provocar uma guerra religiosa”

Manifestações já estão ocorrendo, como uma que aconteceu na noite de ontem na cidade de Hebron, em torno de 100 pessoas jogavam pedras e queimavam pneus, esta foi controlada pela polícia israelense.

Outra grande manifestação já esta marcada para esta sexta-feira agora, e uma greve de 3 dias esta em vigor na cidade de Belém.

A decisão israelense também recebeu severas críticas do Egito, Jordânia, Síria. E o Hamas, grupo que faz oposição ao Fatah (partido do presidente Abbas), também se colocou contrário ao anuncio feito por Netanyahu.

Este deve ser mais um entrave para a conclusão do processo de paz, mas Netanyahu não podia deixar de ceder nesta decisão, porque para eleger-se precisou do apoio destes partidos. Apesar de todo barulho que os palestinos estão fazendo, estes dois locais já eram controlados pelo exército israelense, desta forma por enquanto nada muda.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A morte de Mahmoud al-Mabhouh

Se Mahmoud al-Mabhouh estivesse sentado em uma prisão israelense, com certeza seria um dos primeiros nomes a constar na lista de prisioneiros que o Hamas exige que sejam liberados para serem trocados pelo soldado Gilad Shalit, e com certeza seria um dos nomes que Israel excluiria desta lista por considerar um arqui-inimigo do Estado israelense. E esta política de não liberação é extremamente apoiada pelo governo Norte Americano.

Este argumento é válido quando se pensa apenas na parte de segurança de um Estado entretanto dividem a sociedade israelense quando se tratam da devolução de Guilad Shalit. Parte do povo acredita que trocas devem ser feitas para poder reaver o soldado mas elas devem ser justas, 1, 2 ou no máximo 3 terroristas como moeda de troca. Já a outra parte da população acredita que tudo que puder ser feito para a devolução do militar, deverá ser tentado, inclusive soltar centenas de terroristas.

Mas o que tudo isto tem a ver com a morte de Mahmoud al-Mabhouh? Esta morte complica todo o processo pois surge a dúvida de que Israel soltaria os terroristas mas quando recebesse Guilad iria atrás dos prisioneiros soltos novamente ou para matá-los ou para prende-los.

Apesar de nenhuma informação ser confirmada e já surgirem versões de que as pessoas que mataram Mahmoud na verdade eram mebros do Fatah, o impasse para as negociações de paz esta criado, porque o Hamas desconfiará de todos os passos do governo israelense daqui para frente, até que este prove o contrário.

A população israelense também perde um pouco da confiança no governo e no Mossad, porque muitos até desconfiam de que estes trabalhos são realizados, mas quando eles deixam de ser bem feitos e vazam para a mídia, o povo sabe que isto só faz aumentar o ódio que muitos tem contra Israel.

A partir de agora Bibi e Liberman juntos terão que mostrar para o mundo que cometeram um erro e estão arrependidos, para reconquistar o apoio que tinham das demais nações e prosseguirem com as negociações de paz.