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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Israel anuncia que quer classificar áreas da Cisjordania como patrimônio nacional

No dia 21 de fevereiro de 2010, o governo israelense anunciou que pretende incluir dos locais, considerados santos para os judeus, como patrimônio nacional. Os túmulos de Raquel e dos três patriarcas localizados em Belém e Hebron respectivamente.

O pedido de inclusão destes territórios foi feito pelo partido de direita ultra-ortodoxo Shas, que junto com outros partidos da mesma ala e colonos que vivem na Cisjordânia festejaram e classificaram a decisão como histórica.

Esta decisão já repercutiu no lado palestino, o atual presidente Mahmoud Abbas disse que a decisão surge como uma provocação.

“Uma provocação assim não contribui para o processo de paz. Isso pode provocar uma guerra religiosa”

Manifestações já estão ocorrendo, como uma que aconteceu na noite de ontem na cidade de Hebron, em torno de 100 pessoas jogavam pedras e queimavam pneus, esta foi controlada pela polícia israelense.

Outra grande manifestação já esta marcada para esta sexta-feira agora, e uma greve de 3 dias esta em vigor na cidade de Belém.

A decisão israelense também recebeu severas críticas do Egito, Jordânia, Síria. E o Hamas, grupo que faz oposição ao Fatah (partido do presidente Abbas), também se colocou contrário ao anuncio feito por Netanyahu.

Este deve ser mais um entrave para a conclusão do processo de paz, mas Netanyahu não podia deixar de ceder nesta decisão, porque para eleger-se precisou do apoio destes partidos. Apesar de todo barulho que os palestinos estão fazendo, estes dois locais já eram controlados pelo exército israelense, desta forma por enquanto nada muda.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A morte de Mahmoud al-Mabhouh

Se Mahmoud al-Mabhouh estivesse sentado em uma prisão israelense, com certeza seria um dos primeiros nomes a constar na lista de prisioneiros que o Hamas exige que sejam liberados para serem trocados pelo soldado Gilad Shalit, e com certeza seria um dos nomes que Israel excluiria desta lista por considerar um arqui-inimigo do Estado israelense. E esta política de não liberação é extremamente apoiada pelo governo Norte Americano.

Este argumento é válido quando se pensa apenas na parte de segurança de um Estado entretanto dividem a sociedade israelense quando se tratam da devolução de Guilad Shalit. Parte do povo acredita que trocas devem ser feitas para poder reaver o soldado mas elas devem ser justas, 1, 2 ou no máximo 3 terroristas como moeda de troca. Já a outra parte da população acredita que tudo que puder ser feito para a devolução do militar, deverá ser tentado, inclusive soltar centenas de terroristas.

Mas o que tudo isto tem a ver com a morte de Mahmoud al-Mabhouh? Esta morte complica todo o processo pois surge a dúvida de que Israel soltaria os terroristas mas quando recebesse Guilad iria atrás dos prisioneiros soltos novamente ou para matá-los ou para prende-los.

Apesar de nenhuma informação ser confirmada e já surgirem versões de que as pessoas que mataram Mahmoud na verdade eram mebros do Fatah, o impasse para as negociações de paz esta criado, porque o Hamas desconfiará de todos os passos do governo israelense daqui para frente, até que este prove o contrário.

A população israelense também perde um pouco da confiança no governo e no Mossad, porque muitos até desconfiam de que estes trabalhos são realizados, mas quando eles deixam de ser bem feitos e vazam para a mídia, o povo sabe que isto só faz aumentar o ódio que muitos tem contra Israel.

A partir de agora Bibi e Liberman juntos terão que mostrar para o mundo que cometeram um erro e estão arrependidos, para reconquistar o apoio que tinham das demais nações e prosseguirem com as negociações de paz.