Se Mahmoud al-Mabhouh estivesse sentado em uma prisão israelense, com certeza seria um dos primeiros nomes a constar na lista de prisioneiros que o Hamas exige que sejam liberados para serem trocados pelo soldado Gilad Shalit, e com certeza seria um dos nomes que Israel excluiria desta lista por considerar um arqui-inimigo do Estado israelense. E esta política de não liberação é extremamente apoiada pelo governo Norte Americano.
Este argumento é válido quando se pensa apenas na parte de segurança de um Estado entretanto dividem a sociedade israelense quando se tratam da devolução de Guilad Shalit. Parte do povo acredita que trocas devem ser feitas para poder reaver o soldado mas elas devem ser justas, 1, 2 ou no máximo 3 terroristas como moeda de troca. Já a outra parte da população acredita que tudo que puder ser feito para a devolução do militar, deverá ser tentado, inclusive soltar centenas de terroristas.
Mas o que tudo isto tem a ver com a morte de Mahmoud al-Mabhouh? Esta morte complica todo o processo pois surge a dúvida de que Israel soltaria os terroristas mas quando recebesse Guilad iria atrás dos prisioneiros soltos novamente ou para matá-los ou para prende-los.
Apesar de nenhuma informação ser confirmada e já surgirem versões de que as pessoas que mataram Mahmoud na verdade eram mebros do Fatah, o impasse para as negociações de paz esta criado, porque o Hamas desconfiará de todos os passos do governo israelense daqui para frente, até que este prove o contrário.
A população israelense também perde um pouco da confiança no governo e no Mossad, porque muitos até desconfiam de que estes trabalhos são realizados, mas quando eles deixam de ser bem feitos e vazam para a mídia, o povo sabe que isto só faz aumentar o ódio que muitos tem contra Israel.
A partir de agora Bibi e Liberman juntos terão que mostrar para o mundo que cometeram um erro e estão arrependidos, para reconquistar o apoio que tinham das demais nações e prosseguirem com as negociações de paz.
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