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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Israel x Hamas x Fatah

Um líder do Hamas foi morto por tropas israelenses. Abdel Majid Dudin era acusado de planejar diversos ataques suicidas, este inclusive foi preso por forças palestinas em 1995, mas foi solto em 2000 com o início da Intifada.

Este fato ocorreu em Hebron na casa do líder terrorista, de acordo com o porta voz do exército Dudin se recusou a ser preso e disparou contra as tropas que revidaram e acabaram matando o membro do Hamas.

O grupo terrorista que controla a faixa de Gaza, Hamas, acusa o Fatah (grupo que controla a Cisjordânia) e seus líderes de ajudarem Israel na captura de seus membros. Mahmoud Abbas líder do Fatah e presidente da Autoridade Palestina, nega qualquer tipo de acusação e diz que seu governo não esta ligado a nenhuma operação para capturar terroristas.

Esta “richa” entre os dois principais grupos políticos palestinos começou em 2006 quando o Hamas ganhou as eleições para o governo palestino. Abbas já era o presidente da AP nesta época, e com medo de parar de receber ajuda financeira internacional, por ter um grupo terrorista no poder, dissolveu o parlamento e tentou convocar novas eleições. O Hamas discordou totalmente desta decisão e começou uma verdadeira guerra civil em Gaza. Após algumas semanas Gaza foi completamente dominada pelo grupo terrorista enquanto a Cisjordânia permaneceu sobre o governo do Fatah e esta problemática continua até hoje.

Toda esta tensão prejudica no processo de criação de um Estado Palestino porque a partir do momento que não existe uma opinião única por parte deste povo a negociação fica impossibilitada porque não se sabe com quem deve-se negociar.

Outro fator prejudicial de todo este fato é que o Hamas é um grupo terrorista violento e que tem em sua ideologia a destruição do Estado de Israel e de sua população judaica. E assim criamos uma pergunta como negociar com um governo alem de não querer negociar quer a completa destruição de seu pais?

Tivemos uma demonstração deste fato hoje com a divulgação da morte de Duddin. Após algumas horas da divulgação da morte do terrorista o porta-voz do Hamas veio a publico e incitou a todos os seus membros a vingarem sua morte. Isto é atacar Israel e todos aqueles que o ajudam.

Muitos destes discursos são meramente “marketeiros” mas devemos ficar atentos pois poderemos voltar a ter alguma manifestação de violência de Gaza para Israel muito em breve.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Engatinhando para a paz

Em um discurso quase que histórico as Nações Árabes reunidas na Síria devido à reunião da Organização da Conferência Islâmica (OCI) informaram que estão dispostos as melhorar suas relações com o Estado de Israel.

A OCI é um evento organizado para os ministros de relações exteriores de 57 países, tem três dias de duração e seu final foi na ultima segunda-feira dia 25 de maio.

O discurso demonstra uma melhora nas possíveis relações de paz de Israel com o mundo árabe. Entretanto este discurso divulgado na OCI foi acompanhado com algumas ressalvas: “Deve-se afirmar que qualquer progresso nas relações deve estar vinculado a em que medida a posição israelense representa um compromisso com uma paz justa e abrangente que garanta a restauração de direitos e a terra ocupada”.

Atualmente apenas dois países mantêm acordos de paz formais com Israel, Jordânia e Egito, em curto prazo estes dois devem continuar sendo os únicos, mas se as políticas referentes à paz para o Oriente Médio que o presidente Obama promete colocar em prática é bem possível que dentro de alguns anos este seleto grupo de países se expanda.

Temos que torcer para que todas estas demonstrações tanto por parte de Israel como dos países árabes não sejam meramente “jogadas de marketing” para “fazerem seu filme” perante o mundo, mas sim propostas coerentes e verídicas de países consolidados em busca da paz.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Bibi mudou seu pensamento

Após uma semana de reuniões sobre a paz e formas de alcançá-la, o premier israelense Benjamin Netanyahu informou que vai permitir a expansão de assentamentos já existentes na região da Cisjordânia. Em relação à criação de novos assentamentos o gabinete de Bibi informou que isto não será permitido, mas mesmo assim estas medidas vão contra as recomendações americanas.

Esta necessidade de expansão existe devido ao crescimento populacional destas áreas, e muitos dos habitante que ali residem se recusam a sair, pois já se acostumaram com o estilo da comunidade. O governo também não incentiva esta população a deixar os assentamentos.Israel

Entretanto como foi dito em um post anterior assentamentos considerados ilegais continuarão sendo desmantelados. De acordo com Ehud Barak, ministro da defesa, este processo será feito através de conversas e negociações para que se evite ao máximo o uso de violência.

Neste domingo que passou também tivemos um acontecimento atípico, pela 1ª vez desde que assumiu seu cargo de primeiro ministro, Netanyahu usou a expressão Estado palestino. Apesar de parecer algo pequeno, esta expressão sendo falada pelo premier é muito importante porque demonstra que este mudou um pouco a forma de pensar e deixou seu discurso de extrema direita de lado.

Entretanto este discurso foi embasado por palavras de cautela e preocupação, pois Bibi mencionou que: “Se formos falar sobre um Estado palestino, temos que primeiro verificar que tipo de soberania e direitos esse Estado terá. Temos que garantir que não seremos ameaçados”.

Apesar de toda esta cautela e a noticia da expansão dos assentamentos temos uma melhorara no que se diz respeito ao processo de paz, porque Bibi demonstrou estar disposto a conversar e só por ele demonstrar esta disposição já devemos ficar felizes pois ao contrário do que muitos analistas diziam Bibi muda seu pensamento e abre caminhos para conversar sobre a Paz.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Israel realiza exercícios de guerra

Nesta semana foi realizado em Israel um grande exercício militar envolvendo toda a Força Área Israelense, as atividade duraram quatro dias e terminaram nesta quinta-feira. Foi divulgado que no exercício foram realizados diversos tipos de simulações inclusive ataques com mísseis às cidades israelense.

A Forças Armadas divulgaram este evento como sendo de rotina, entretanto ele acontece na mesma semana que Irã testou e divulgou seu míssil de médio alcance Sajjil-2, com capacidade para acertar qualquer cidade de Israel. Alem deste fato também é crescente os rumores sobre os objetivos do programa nuclear iraniano, que apesar de estar sendo divulgado como sendo um programa voltado meramente para produção de energia, existe a possibilidade deste se converter em um programa para a produção de uma bomba nuclear.IAF

Mesmo sendo um exercício de rotina, este foi sabiamente programado para acontecer nesta data para poder servir de “resposta” aos testes iranianos, pois com esta simulação Israel demonstra a quem quiser ver que esta pronta para todo e qualquer tipo de ataque.

Entretanto todas estas movimentações criam um medo na população. Isto fica claro em uma pesquisa feita pela universidade de Tel Aviv onde 23% das pessoas questionadas responderam que caso o Irã obtenha a tecnologia de construir uma bomba nuclear, considerariam sair do pais.

Este medo que vem crescendo cada vez mais na população israelense, deve ser levado em consideração em qualquer atitude tomada pelo governo, porque este sentimento pode tomar grandes proporções e colocar a sociedade em um estado de paranóia.

Fontes:

Estadão

Haaretz

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Retirada de assentamentos da Cisjordânia


Cisjordânia

Hoje pela manha a polícia israelense anunciou ter evacuado e desmantelado um assentamento ilegal na Cisjordânia chamado Maoz Esther.

Este evento aconteceu um dia após o 1º Ministro israelense Benjamin Netanyahu ter regressado de sua viagem para os Estados Unidos, onde manteve conversas com o presidente Barack Obama sobre caminhos de como conseguir a paz. Este que tem uma opinião clara e contrária a manutenção e construção de assentamentos.

Hoje Israel tem dois tipos de assentamentos os ilegais e os autorizados pelo governo. Os ilegais vem se tornando uma das grandes problemáticas do governo, porque nestes últimos anos surgiram mais de 2 dúzias de novos assentamentos não reconhecidos pelo Estado.

O Ministro de defesa Ehud Barack esta encarregado deste fato, que mesmo sofrendo fortes pressões de governos internacionais deve demorar a resolver, porque muitos dos moradores destes assentamento são contrários a retirada. Muitos destes quando são expulsos de seus assentamentos ao invés de irem para as moradias oferecidas pelo governo em Israel encontram outra área dentro da Cisjordânia e constroem um novo assentamento muitas vezes no mesmo dia que foram retirados do antigo. Gerando assim quase que um ciclo vicioso.

Já os assentamentos autorizados pelo governo, por enquanto, continuarão a serem mantidos por este, mas cada vez mais Israel sofrerá com pressões internacionais para fazer o mesmo que fez em Gaza, retirar todos os seus assentamentos e entregar estas regiões para a Autoridade Palestina, porque para governos europeus e americano estes assentamentos também são ilegais, porque infligem a fronteira do futuro Estado Palestino.

Estes fatos nos fazem lembrar setembro de 2005 quando houve a retirada dos assentamentos de Gaza, um pouco antes deste acontecimento a sociedade israelense quase “rachou” devido as diferentes opiniões sobre esta retirada. Este fato foi tão marcante para a sociedade que surgiram dois grupos de opiniões contrárias, os azuis e os laranjas, um defendendo o plano de retirada unilateral de Ariel Sharon e outro totalmente contrário.

Em relação a retirada de assentamentos da Cisjordânia alem dos agravantes que já vieram a tona na época do movimento de Gaza existem outros novos, como por exemplo a fragilidade da fronteira em Jerusalém.

Apesar de todos estes pontos extremamente delicados caberá ao governo israelense mais especificamente a Ehud Barack achar a melhor maneira de resolver este entrave que com certeza é um dos pontos primordiais para a continuação do processo de paz com o povo palestino.

Yom Ierushalaim

Hoje 21 de maio de 2009 ou 28 de Iyar de 5769, celebramos 42 anos da unificação da cidade de Jerusalém. Fato que aconteceu após a vitória de Israel na guerra dos seis dias em 1967.Jerusalem

Tanto tempo passou e muitos dos problemas continuam os mesmos. O leste de Jerusalém continua sendo super populoso com habitantes na sua maioria árabes, as demais regiões estão cada vez mais desenvolvidas com uma estrutura digna e comparável com cidades extremamente modernas e no centro de tudo isso uma pequena área murada mais conhecida como Cidade Velha.

Palestinos e israelenses julgam esta cidade como sendo a capital de seu pais e a divisão ou não desta é um ponto fundamental em todo o processo de paz. Esta dificuldade fica clara no discurso que o premier israelense fez hoje: “Jerusalém unida é a capital de Israel. Jerusalém sempre foi e sempre será nossa. Ela nunca mais será repartida ou dividida”. Encontramos discursos similares em toda a sociedade israelense independente da sua visão política.

Do lado árabe o discurso é exatamente o inverso eles julgam Jerusalém a capital de seu futuro Estado e se esta exigência não for obtida a possibilidade da criação de tal pais é quase nula. E da mesma forma que a sociedade israelense tem quase que uma opinião única a sociedade palestina segue o mesmo ponto.

Jerusalém é uma cidade milenar e não envolve somente estes dois povos, diversas culturas tem suas raízes neste local, como os cristãos e armênios. E uma solução deverá ser tomada com conscientização de todos estes povos, caso contrário teremos sempre algum conflito nesta região.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Irã testa míssil de longo alcance

Missil de médio alcance do Irã

Missil de médio alcance do Irã

Hoje pela manha o Irã testou um míssil de longo alcance. Este recebeu o nome de Sejil-2 e tem alcance de 1.200 milhas (aproximadamente 2.000 km). Com isso, este míssil tem capacidade de alcançar qualquer parte de Israel.

Pouco após o lançamento o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, confirmou o lançamento e o sucesso do teste afirmando que o míssil caiu exatamente onde deveria.

Este anuncio leva ainda mais preocupações a Israel, porque demonstra o que já vem sendo falado a algum tempo, o Irã pretende tornar-se uma potência política e militar na região do Oriente Médio . Conseguindo alcançar este objetivo o Irã conseguirá deixar apenas de atacar verbalmente seus inimigos (Israel e EUA) e provavelmente começará a utilizar-se de seu poderio bélico para cumprir suas promessas de “varrer o Estado de Israel do mapa”

Reabertura dos processos de paz

Hoje ao retornar de sua viagem política dos Estados Unidos para Israel o 1º ministro Benjamin Netanyahu(Bibi) afirmou que esta pronto para reabrir as negociações com os palestinos e com os sírios.

Entretanto, as negociações com os sírios deverá ser muito complicada porque eles exigem antes de mais nada a devolução das colinas de Golan, território que foi anexado a Israel depois da vitória da guerra dos 6 dias. Já Israel quer o fim do patrocínio de grupos terroristas por parte da Síria. Apesar destes dois fatores Bibi se dispôs as sentar-se para conversar com os lideres sírios com a mediação do presidente americano Barack Obama.

Já a reabertura dos processos de paz com a Autoridade Palestina, antes mesmo de começar, já é colocada em xeque. Porque no retorno da viagem um dos assessorer do premier israelense informou a Associated Press que a solução de dois Estados para o conflito é “estúpida e inútil”. A AP afirmou que esta opinião reflete também a posição do governo israelense.

Esta afirmação repercute de forma extremamente negativa para a imagem do Estado uma vez que nos últimos anos Israel vem sendo cada vez mais pressionado para por um fim neste conflito, e uma vez que um assessor emite um comentário como este rumores duvidando se Israel quer mesmo acabar com este conflito de forma pacifica só tendem a aumentar.

Porem se analisarmos o programa político que Bibi havia elabora para sua candidatura, não ficaríamos surpresos, pois fica claro em seu programa e nos de seus coligados que a criação de um Estado Palestino não é de fato uma opção. Este ponto fica ainda mais claro no programa apresentado pelo atual ministro de Relações Exteriores e Chanceler de Israel Avigdor Liberman, que é totalmente contrário a entrega de terras para qualquer pais ou povo.

Mas a política israelense teve ao longo de sua história diversas “viradas”, como aconteceu recentemente com Ariel Sharon, que era totalmente contrário a devoluções de terras e em seu governo retirou todos os assentamento da faixa de gaza e entregou o poder político desta região para os palestinos. Esperamos que algo muito parecido venha a acontecer com Bibi, porque caso isto não ocorra, sofremos cada vez mais com acusações de que Israel é um pais agressor e anti-pacifista.

Bibi e Obama