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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Morre Assaf Ramon

Ontem, domingo dia 13 de setembro de 2009, morreu Assaf Ramon, filho mais velho do astronauta Ilan Ramon, herói nacional israelense, falecido na explosão do ônibus espacial Columbia, na sua primeira missão.

Assaf faleceu durante um treinamento realizado ao sul da cidade de Hebron, as causas do acidente são desconhecidas.

O filho mais velho da família Ramon, tinha 21 anos e havia recebido sua primeira promoção na Força Aérea Israelense a menos de um mês atrás. O garoto pilotava um F-16 que a partir de agora tem todos os seus vôos suspensos até descobrirem as causas do acidente.

Quando o fato foi divulgado o comandante do Estado-Maior, Gabi Ashkenazi, e o comandante da Força Aérea, foram visitar a família do piloto para informar oficialmente sobre a sua morte.

A notícia se difundiu rapidamente em Israel, causando grande comoção a toda população.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Alguem terá que ceder

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Mais uma problemática surge no processo de paz árabe israelense, na realidade antes mesmo dele recomeçar. Mahmoud Abbas declarou ontem que não retomará o processo de paz enquanto os assentamentos continuarem sendo construídos.

Esta afirmação alem de pedir o congelamento dos assentamentos também serve para pressionar o presidente americano, Barack Obama, que esta insistindo para que as negociações comecem logo.

Entretanto os EUA já perceberam que terão uma grande dificuldade de persuadir Binyamin Netanyahu e sua coalizão direitista, porque estes tem uma opinião clara contra o congelamento.

O principal argumento colocado por Abbas, é que as obrigações palestinas do Mapa do Caminho (plano de paz elaborado em 2003) foram cumpridas, como por exemplo, a redução da violência palestina, entretanto as israelenses não, tanto que a colonização da Cisjordânia continuam.

Abbas descartou dar exceções ou abrir brechas nesta sua exigência. Desta forma surge um impasse porque nenhum dos lados esta disposto a ceder, e o cabo de guerra continuará até algum fator externo solucionar a problemática ou convencer um dos lados de que seu ponto esta errado.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Chanceler israelense destaca influência do Irã

Após sua visita em diversos países da America Latina o chanceler israelense, Avigdor Lieberman, destacou em uma entrevista divulgada pela imprensa peruana a grande e perigosa influencia que alguns países latinos sofrem por parte do Irã.

Lieberman usou como exemplo a Venezuela e seu presidente Hugo Chávez que tem estreitos laços com Mahmoud Ahmadinejd. O chanceler israelense também afirmou que Chávez influencia demais países da América Latina como, por exemplo, a Bolívia.

Avigdor Lieberman visitou o Peru na ultima segunda-feira e esta foi a ultima escala de sua viagem política a América Latina, que teve passagem por Brasil, Argentina e Colômbia. O chanceler deixou claro que não viajou para Venezuela, Bolívia nem para o Equador porque estes dois primeiros países cortaram suas relações diplomáticas com Israel, e o terceiro porque o ministro de infra-estrutura do Irã visitará o Equador em breve.

Esta visita demonstra a importância que Israel vê na America Latina, disponibilizando seu chanceler para realizar conversações políticas, mas esta visita também demonstra a preocupação que os israelenses têm com a abertura do leque de influencias do Irã sobre diversos países do mundo, e é neste fator que devemos nos atentar porque querendo ou não em breve deveremos receber o presidente deste país aqui no Brasil e devemos pressionar nossos políticos para que não aconteça aqui o que vem acontecendo na Venezuela e Bolívia.

domingo, 26 de julho de 2009

Valsa com Bashir


Hoje após 3 semanas de férias retomo o blog Israel Hoje. E para retomar a rotina de post’s resolvi no texto de hoje sair um pouco do modelo dos textos usuais deste site. Escrever um texto sobre uma experiência pessoal que aconteceu no dia de ontem, quando tive o prazer de ver um excelente filme chamado Valsa com Bashir.

“De acordo com o site Wikipédia Valsa com Bashir é :” Valsa com Bashir é um filme israelense de 2008 escrito e dirigido por Ari Folman. No formato de documentário animado, o filme retrata as tentativas de Folman, um veterano da Guerra do Líbano de 1982, de recuperar suas memórias perdidas dos eventos que marcaram o massacre de Sabra e Shatila. A película foi lançada em 13 de maio de 2008 durante o Festival de Cannes e foi uma das cinco indicadas ao Oscar de melhor filme estrangeiro.”

Alem de ser uma animação diferente da usual com tom sombrio, o filme coloca todos os fatos de maneira clara e os co-relaciona de uma maneira eficaz e simples.

Mas entre todos os fatos do filme o que mais intriga é o fato de todos os soldados que participaram de alguma forma do massacre, não lembram do episodio todo, todos lembram apenas partes e outros inclusive inventaram uma cena completamente diferente para simplesmente apagar tudo que eles viram naquela data.

Entretanto, não resolvi escrever este texto para realizar uma crítica do filme, mas sim para demonstrar minha perplexidade com o assunto da película, o Massacre de Sabra e Shalita, morticínio de refugiados civis palestinos, perpetrados por milicianos cristãos maronitas, nos campos de Sabra e Shatila, situados na periferia de Beirute, na região sul da cidade que se encontrava sob proteção de Israel. O número estimado de mortos neste evento é incerto mas acredita-se que seria algo em torno de 3500 pessoas.

A barbárie esta na negação do exercito israelense pela responsabilidade do ato. Até o hoje o ministro da defesa na época, Ariel Sharon, nega que algo poderia ter sido feito para evitar este ataque, mas o filme deixa claro que alem de poder ter sido evitado o exercito ajudou as Falanges Libanesas no ataque, dando suporte e armamento.

E é este episodio que me deixou indignado, porque é inevitável a comparação do massacre no Líbano com o massacre realizado pelos nazistas no Gueto de Varsóvia. E eu como criador de um blog pro Israel não poderia neste fato ser convalescente com este Estado que tanto prezo, desta forma espero que este fato tenha sido algo isolado e que nunca venha a se repetir, pois sempre prezamos lembrar o Holocausto para que nunca mais acontece, e digo que o Massacre de Sabra e Shalita também deve ser lembrado para que nossa historia não volte a ser manchada devido à irresponsabilidade e idiotice de um seleto grupo que achou que teria poder para tal fato.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Palestinos condenam discurso de Netanyahu

Logo após o pronunciamento do premier israelense sobre o seu apoio a criação de um Estado palestino, o negociador-chefe da Autoridade Nacional Palestina, Saeb Erekat, disse “Não estamos surpresos com o que disse, mas ao mesmo tempo condenamos todas suas declarações”. Esta frase foi uma das diversas vindas das autoridades palestinas que condenaram o discurso de Netanyahu.

Esta negativa por parte dos palestinos é baseada em diversos fatores mencionados no discurso do primeiro ministro, entre elas a falta de solução para os refugiados e a problemática de dois Estados para dois povos, “se limitou a pôr condições impossíveis aos palestinos” de acordo com Erekat.

Já os lideres do Hamas, alem de terem condenado o discurso, divulgaram uma nota incentivando a todos os países árabes e a ANP a romperem todo e qualquer acordo que tenham com Israel. Pois disseram que as palavras do primeiro ministro foram uma resposta aos árabes e palestinos que acreditavam nas negociações de paz, e desta maneira a única forma de conseguir um Estado era através da resistência armada.

De fato muitas das pré-condições impostas por Bibi em seu discurso são quase que impossíveis de serem acatadas, entretanto não podemos dizer que estas palavras não foram um passo significativo em direção a paz, porque mesmo já colocando exigências o premier aceitou a possibilidade de criar-se um Estado e é neste ponto que existe o avanço, e é a partir deste ponto que devemos caminhar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Netanyahu aceita negociar

Em um discurso que para muitos pode ser considerado como uma grande reviravolta Binyamin Netanyahu, pela primeira vez desde que assumiu o poder, apoiou a existência de um Estado Palestino. A fala do primeiro-ministro veio como um baque, pois seus ideais políticos conservadores sempre foram contra a criação de um pais para os palestinos. E num passado não muito distante seus discursos sempre faziam oposição as negociações entre Israel e Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Seu discurso, realizado na Universidade de Bar Ilan, tinha o objetivo de divulgar as políticas de paz e segurança, e de fato o fez, clamando uma retomada nas negociações com a seguinte frase ” Eu chamo vocês, nossos vizinhos palestinos, e a liderança da Autoridade Palestina: vamos começar imediatamente as negociações de paz, sem pré-condições.”

As pré-condições mencionadas na fala são diversas, mas a que mais chama atenção é a imposição de um Estado desmilitarizado, isto é, o novo país não poderia formar um exército, nem controlar seu espaço aéreo e deveria coibir e proibir qualquer tipo de contrabando de armas. Estas exigências foram colocadas, porque caso elas não existissem e o país fosse criado uma nação armada poderia emergir como o que há atualmente em Gaza.

Como foi dito acima, este fato pode ser considerado histórico, uma vez que um político conservador de visão totalmente contraria a criação de um país palestino, mude sua forma de pensar e veja que para a conquista da paz dois estados são necessários na região.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Israel indeniza palestinos

No domingo, dia 7 de junho, o Ministério de Defesa de Israel informou que indenizará em torno de 50 palestinos que tiveram suas propriedades vandalizadas por colonos israelenses.

Este tipo de medida sempre é adotado quando algum civil palestino sofre perdas causadas por israelenses, como por exemplo, desocupação de casas para construção da cerca fronteiriça, ou como neste caso revolta de moradores de assentamentos retirados pelo exercito.

Esta evacuação aconteceu em dezembro de 2009, quando colonos residentes da cidade de Hebron, foram retirados de uma casa que havia se tornado símbolo do movimento ultradireitista. Revoltados com o fato, os moradores desta casa, danificaram casas, carros e queimaram cultivos palestinos.

O valor a ser pago será de 250 mil shekels e leva-se em consideração que as autoridades israelenses têm parte da culpa sob este incidente, porque, caso não tivessem decidido evacuar a residência nenhum destes fatos teria ocorrido.

Eleições no Líbano

Uma noticia divulgada hoje, que tem extrema relevância para Israel é a derrota do Hezbolah nas eleições libanesas. A votação que foi feita para eleger o parlamento do país ocorreu ontem e contava com dois partidos favoritos, o Hezbolah e uma coalizão governista chamada 14 de março.

A coalizão governista é composta por sunitas e cristãos e tem políticas pró EUA e ocidente. Entretanto analistas políticos acreditam que o governo será formado por uma união nacional para agregar as principais políticas do país.

Desta forma o governo libanês continuará sendo composto por um grupo terrorista, o que prejudica e muito nas relações deste país com o resto do mundo. E este fator faz com que as negociações de paz entre Israel e Líbano continuem estagnadas

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Israel não atacará o Irã

O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, afirmou nesta quarta-feira que Israel não tem planos de atacar o Irã.

O governo israelense tem colocado o “caso Irã nuclear” no topo de sua agenda. Netanyahu enxerga no programa nuclear iraniano uma ameaça real a Israel, e é exatamente essa prioridade colocada pelo governo que gera boatos de um possível ataque de Israel as instalações nucleares do Irã, como ação de defesa. Entretanto o primeiro ministro afirmou não existir esta necessidade porque “Israel é um pais forte que tem capacidade de se defender sozinho”.

Liberman também afirmou que este não é apenas um problema de Israel, mas sim do mundo todo porque uma vez que o Irã entrar para o clube dos “países nucleares” desencadeara uma corrida armamenticia na região do Oriente Médio que se tornará uma ameaça para o mundo todo.

Em visita a Rússia o ministro das relações exteriores solicitou ao presidente Dmitri Medvedev que repensasse o fornecimento de armamentos a Teerã e que este usasse de sua influencia política sobre o país para frear o programa nuclear iraniano. O presidente russo se comprometeu em revisar os acordos militares e de solicitar ao Irã que utilizasse seu programa nuclear apenas para fins civis como, por exemplo, a construção de usinas elétricas.

Medvedev também elogiou a nova posição política dos EUA que se dispuseram a reabrir as conversações com Teerã, afirmando que esta atitude poderá evitar futuros conflitos e que toda esta problemática poderá ser resolvida de forma pacifica e diplomática.

De fato os Estado Unidos tem demonstrado uma maior abertura para negociar, mas muita pouca coisa deve mudar se o governo de Teerã continuar divulgando acusações sobre Israel e EUA. Estes avanços dependem também das eleições para a presidência do Irã que acontecem neste mês. Desta forma o cenário deverá permanecer o mesmo ao longo destes próximos dias, com boatos sobre possíveis ataques israelenses e sobre os possíveis usos do programa nuclear iraniano.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rotina em Israel

Como acontece todo ano desde 2006, após a guerra com Hezbolah, Israel realizará nos próximos cinco dias exercícios de Defesa Civil. Muitas fontes dizem que este será o maior treinamento realizado em toda a história do país.

A iniciativa recebeu o nome de “Ponto de Quebra 3” e nela serão reproduzidas uma série de cenários como por exemplo o ataques de mísseis. Toda a região do Oriente médio observa atentamente estas movimentações porque cada vez mais aumentam as especulações de um ataque de Israel ao Irã.

Entretanto outro tema chamou ainda mais atenção nesta segunda-feira, a reunião entre o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas e o presidente americano Barack Obama, em comunicado divulgado por Washington após a reunião uma frase chama a atenção “Palestinos e americanos compartilham um mesmo interesse e uma mesma visão”. Com esta frase Obama reitera os acordos firmados em 2003 (Mapa da Estrada) onde os Palestinos comprometem-se em acabar com a violência contra Israel e estes de parar de construir novos assentamentos.

Nenhum dos dois lados vem cumprindo sua parte no acordo, Abbas não consegue controlar o Hamas, porque não tem poder político nenhum sobre este grupo, e Bibi não impede o crescimento dos assentamentos pois diz que este movimento é natural e não pode ser impedido.

Nesta semana Obama viaja ao Egito para continuar sua conversas com os lideres do Oriente médio que começaram com o Rei Abdullah da Jordânia em abril, Bibi e Abbas em maio e agora em junho será a vez do presidente Hosni Mubarak.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Israel x Hamas x Fatah

Um líder do Hamas foi morto por tropas israelenses. Abdel Majid Dudin era acusado de planejar diversos ataques suicidas, este inclusive foi preso por forças palestinas em 1995, mas foi solto em 2000 com o início da Intifada.

Este fato ocorreu em Hebron na casa do líder terrorista, de acordo com o porta voz do exército Dudin se recusou a ser preso e disparou contra as tropas que revidaram e acabaram matando o membro do Hamas.

O grupo terrorista que controla a faixa de Gaza, Hamas, acusa o Fatah (grupo que controla a Cisjordânia) e seus líderes de ajudarem Israel na captura de seus membros. Mahmoud Abbas líder do Fatah e presidente da Autoridade Palestina, nega qualquer tipo de acusação e diz que seu governo não esta ligado a nenhuma operação para capturar terroristas.

Esta “richa” entre os dois principais grupos políticos palestinos começou em 2006 quando o Hamas ganhou as eleições para o governo palestino. Abbas já era o presidente da AP nesta época, e com medo de parar de receber ajuda financeira internacional, por ter um grupo terrorista no poder, dissolveu o parlamento e tentou convocar novas eleições. O Hamas discordou totalmente desta decisão e começou uma verdadeira guerra civil em Gaza. Após algumas semanas Gaza foi completamente dominada pelo grupo terrorista enquanto a Cisjordânia permaneceu sobre o governo do Fatah e esta problemática continua até hoje.

Toda esta tensão prejudica no processo de criação de um Estado Palestino porque a partir do momento que não existe uma opinião única por parte deste povo a negociação fica impossibilitada porque não se sabe com quem deve-se negociar.

Outro fator prejudicial de todo este fato é que o Hamas é um grupo terrorista violento e que tem em sua ideologia a destruição do Estado de Israel e de sua população judaica. E assim criamos uma pergunta como negociar com um governo alem de não querer negociar quer a completa destruição de seu pais?

Tivemos uma demonstração deste fato hoje com a divulgação da morte de Duddin. Após algumas horas da divulgação da morte do terrorista o porta-voz do Hamas veio a publico e incitou a todos os seus membros a vingarem sua morte. Isto é atacar Israel e todos aqueles que o ajudam.

Muitos destes discursos são meramente “marketeiros” mas devemos ficar atentos pois poderemos voltar a ter alguma manifestação de violência de Gaza para Israel muito em breve.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Engatinhando para a paz

Em um discurso quase que histórico as Nações Árabes reunidas na Síria devido à reunião da Organização da Conferência Islâmica (OCI) informaram que estão dispostos as melhorar suas relações com o Estado de Israel.

A OCI é um evento organizado para os ministros de relações exteriores de 57 países, tem três dias de duração e seu final foi na ultima segunda-feira dia 25 de maio.

O discurso demonstra uma melhora nas possíveis relações de paz de Israel com o mundo árabe. Entretanto este discurso divulgado na OCI foi acompanhado com algumas ressalvas: “Deve-se afirmar que qualquer progresso nas relações deve estar vinculado a em que medida a posição israelense representa um compromisso com uma paz justa e abrangente que garanta a restauração de direitos e a terra ocupada”.

Atualmente apenas dois países mantêm acordos de paz formais com Israel, Jordânia e Egito, em curto prazo estes dois devem continuar sendo os únicos, mas se as políticas referentes à paz para o Oriente Médio que o presidente Obama promete colocar em prática é bem possível que dentro de alguns anos este seleto grupo de países se expanda.

Temos que torcer para que todas estas demonstrações tanto por parte de Israel como dos países árabes não sejam meramente “jogadas de marketing” para “fazerem seu filme” perante o mundo, mas sim propostas coerentes e verídicas de países consolidados em busca da paz.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Bibi mudou seu pensamento

Após uma semana de reuniões sobre a paz e formas de alcançá-la, o premier israelense Benjamin Netanyahu informou que vai permitir a expansão de assentamentos já existentes na região da Cisjordânia. Em relação à criação de novos assentamentos o gabinete de Bibi informou que isto não será permitido, mas mesmo assim estas medidas vão contra as recomendações americanas.

Esta necessidade de expansão existe devido ao crescimento populacional destas áreas, e muitos dos habitante que ali residem se recusam a sair, pois já se acostumaram com o estilo da comunidade. O governo também não incentiva esta população a deixar os assentamentos.Israel

Entretanto como foi dito em um post anterior assentamentos considerados ilegais continuarão sendo desmantelados. De acordo com Ehud Barak, ministro da defesa, este processo será feito através de conversas e negociações para que se evite ao máximo o uso de violência.

Neste domingo que passou também tivemos um acontecimento atípico, pela 1ª vez desde que assumiu seu cargo de primeiro ministro, Netanyahu usou a expressão Estado palestino. Apesar de parecer algo pequeno, esta expressão sendo falada pelo premier é muito importante porque demonstra que este mudou um pouco a forma de pensar e deixou seu discurso de extrema direita de lado.

Entretanto este discurso foi embasado por palavras de cautela e preocupação, pois Bibi mencionou que: “Se formos falar sobre um Estado palestino, temos que primeiro verificar que tipo de soberania e direitos esse Estado terá. Temos que garantir que não seremos ameaçados”.

Apesar de toda esta cautela e a noticia da expansão dos assentamentos temos uma melhorara no que se diz respeito ao processo de paz, porque Bibi demonstrou estar disposto a conversar e só por ele demonstrar esta disposição já devemos ficar felizes pois ao contrário do que muitos analistas diziam Bibi muda seu pensamento e abre caminhos para conversar sobre a Paz.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Israel realiza exercícios de guerra

Nesta semana foi realizado em Israel um grande exercício militar envolvendo toda a Força Área Israelense, as atividade duraram quatro dias e terminaram nesta quinta-feira. Foi divulgado que no exercício foram realizados diversos tipos de simulações inclusive ataques com mísseis às cidades israelense.

A Forças Armadas divulgaram este evento como sendo de rotina, entretanto ele acontece na mesma semana que Irã testou e divulgou seu míssil de médio alcance Sajjil-2, com capacidade para acertar qualquer cidade de Israel. Alem deste fato também é crescente os rumores sobre os objetivos do programa nuclear iraniano, que apesar de estar sendo divulgado como sendo um programa voltado meramente para produção de energia, existe a possibilidade deste se converter em um programa para a produção de uma bomba nuclear.IAF

Mesmo sendo um exercício de rotina, este foi sabiamente programado para acontecer nesta data para poder servir de “resposta” aos testes iranianos, pois com esta simulação Israel demonstra a quem quiser ver que esta pronta para todo e qualquer tipo de ataque.

Entretanto todas estas movimentações criam um medo na população. Isto fica claro em uma pesquisa feita pela universidade de Tel Aviv onde 23% das pessoas questionadas responderam que caso o Irã obtenha a tecnologia de construir uma bomba nuclear, considerariam sair do pais.

Este medo que vem crescendo cada vez mais na população israelense, deve ser levado em consideração em qualquer atitude tomada pelo governo, porque este sentimento pode tomar grandes proporções e colocar a sociedade em um estado de paranóia.

Fontes:

Estadão

Haaretz

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Retirada de assentamentos da Cisjordânia


Cisjordânia

Hoje pela manha a polícia israelense anunciou ter evacuado e desmantelado um assentamento ilegal na Cisjordânia chamado Maoz Esther.

Este evento aconteceu um dia após o 1º Ministro israelense Benjamin Netanyahu ter regressado de sua viagem para os Estados Unidos, onde manteve conversas com o presidente Barack Obama sobre caminhos de como conseguir a paz. Este que tem uma opinião clara e contrária a manutenção e construção de assentamentos.

Hoje Israel tem dois tipos de assentamentos os ilegais e os autorizados pelo governo. Os ilegais vem se tornando uma das grandes problemáticas do governo, porque nestes últimos anos surgiram mais de 2 dúzias de novos assentamentos não reconhecidos pelo Estado.

O Ministro de defesa Ehud Barack esta encarregado deste fato, que mesmo sofrendo fortes pressões de governos internacionais deve demorar a resolver, porque muitos dos moradores destes assentamento são contrários a retirada. Muitos destes quando são expulsos de seus assentamentos ao invés de irem para as moradias oferecidas pelo governo em Israel encontram outra área dentro da Cisjordânia e constroem um novo assentamento muitas vezes no mesmo dia que foram retirados do antigo. Gerando assim quase que um ciclo vicioso.

Já os assentamentos autorizados pelo governo, por enquanto, continuarão a serem mantidos por este, mas cada vez mais Israel sofrerá com pressões internacionais para fazer o mesmo que fez em Gaza, retirar todos os seus assentamentos e entregar estas regiões para a Autoridade Palestina, porque para governos europeus e americano estes assentamentos também são ilegais, porque infligem a fronteira do futuro Estado Palestino.

Estes fatos nos fazem lembrar setembro de 2005 quando houve a retirada dos assentamentos de Gaza, um pouco antes deste acontecimento a sociedade israelense quase “rachou” devido as diferentes opiniões sobre esta retirada. Este fato foi tão marcante para a sociedade que surgiram dois grupos de opiniões contrárias, os azuis e os laranjas, um defendendo o plano de retirada unilateral de Ariel Sharon e outro totalmente contrário.

Em relação a retirada de assentamentos da Cisjordânia alem dos agravantes que já vieram a tona na época do movimento de Gaza existem outros novos, como por exemplo a fragilidade da fronteira em Jerusalém.

Apesar de todos estes pontos extremamente delicados caberá ao governo israelense mais especificamente a Ehud Barack achar a melhor maneira de resolver este entrave que com certeza é um dos pontos primordiais para a continuação do processo de paz com o povo palestino.

Yom Ierushalaim

Hoje 21 de maio de 2009 ou 28 de Iyar de 5769, celebramos 42 anos da unificação da cidade de Jerusalém. Fato que aconteceu após a vitória de Israel na guerra dos seis dias em 1967.Jerusalem

Tanto tempo passou e muitos dos problemas continuam os mesmos. O leste de Jerusalém continua sendo super populoso com habitantes na sua maioria árabes, as demais regiões estão cada vez mais desenvolvidas com uma estrutura digna e comparável com cidades extremamente modernas e no centro de tudo isso uma pequena área murada mais conhecida como Cidade Velha.

Palestinos e israelenses julgam esta cidade como sendo a capital de seu pais e a divisão ou não desta é um ponto fundamental em todo o processo de paz. Esta dificuldade fica clara no discurso que o premier israelense fez hoje: “Jerusalém unida é a capital de Israel. Jerusalém sempre foi e sempre será nossa. Ela nunca mais será repartida ou dividida”. Encontramos discursos similares em toda a sociedade israelense independente da sua visão política.

Do lado árabe o discurso é exatamente o inverso eles julgam Jerusalém a capital de seu futuro Estado e se esta exigência não for obtida a possibilidade da criação de tal pais é quase nula. E da mesma forma que a sociedade israelense tem quase que uma opinião única a sociedade palestina segue o mesmo ponto.

Jerusalém é uma cidade milenar e não envolve somente estes dois povos, diversas culturas tem suas raízes neste local, como os cristãos e armênios. E uma solução deverá ser tomada com conscientização de todos estes povos, caso contrário teremos sempre algum conflito nesta região.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Irã testa míssil de longo alcance

Missil de médio alcance do Irã

Missil de médio alcance do Irã

Hoje pela manha o Irã testou um míssil de longo alcance. Este recebeu o nome de Sejil-2 e tem alcance de 1.200 milhas (aproximadamente 2.000 km). Com isso, este míssil tem capacidade de alcançar qualquer parte de Israel.

Pouco após o lançamento o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad, confirmou o lançamento e o sucesso do teste afirmando que o míssil caiu exatamente onde deveria.

Este anuncio leva ainda mais preocupações a Israel, porque demonstra o que já vem sendo falado a algum tempo, o Irã pretende tornar-se uma potência política e militar na região do Oriente Médio . Conseguindo alcançar este objetivo o Irã conseguirá deixar apenas de atacar verbalmente seus inimigos (Israel e EUA) e provavelmente começará a utilizar-se de seu poderio bélico para cumprir suas promessas de “varrer o Estado de Israel do mapa”

Reabertura dos processos de paz

Hoje ao retornar de sua viagem política dos Estados Unidos para Israel o 1º ministro Benjamin Netanyahu(Bibi) afirmou que esta pronto para reabrir as negociações com os palestinos e com os sírios.

Entretanto, as negociações com os sírios deverá ser muito complicada porque eles exigem antes de mais nada a devolução das colinas de Golan, território que foi anexado a Israel depois da vitória da guerra dos 6 dias. Já Israel quer o fim do patrocínio de grupos terroristas por parte da Síria. Apesar destes dois fatores Bibi se dispôs as sentar-se para conversar com os lideres sírios com a mediação do presidente americano Barack Obama.

Já a reabertura dos processos de paz com a Autoridade Palestina, antes mesmo de começar, já é colocada em xeque. Porque no retorno da viagem um dos assessorer do premier israelense informou a Associated Press que a solução de dois Estados para o conflito é “estúpida e inútil”. A AP afirmou que esta opinião reflete também a posição do governo israelense.

Esta afirmação repercute de forma extremamente negativa para a imagem do Estado uma vez que nos últimos anos Israel vem sendo cada vez mais pressionado para por um fim neste conflito, e uma vez que um assessor emite um comentário como este rumores duvidando se Israel quer mesmo acabar com este conflito de forma pacifica só tendem a aumentar.

Porem se analisarmos o programa político que Bibi havia elabora para sua candidatura, não ficaríamos surpresos, pois fica claro em seu programa e nos de seus coligados que a criação de um Estado Palestino não é de fato uma opção. Este ponto fica ainda mais claro no programa apresentado pelo atual ministro de Relações Exteriores e Chanceler de Israel Avigdor Liberman, que é totalmente contrário a entrega de terras para qualquer pais ou povo.

Mas a política israelense teve ao longo de sua história diversas “viradas”, como aconteceu recentemente com Ariel Sharon, que era totalmente contrário a devoluções de terras e em seu governo retirou todos os assentamento da faixa de gaza e entregou o poder político desta região para os palestinos. Esperamos que algo muito parecido venha a acontecer com Bibi, porque caso isto não ocorra, sofremos cada vez mais com acusações de que Israel é um pais agressor e anti-pacifista.

Bibi e Obama