O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, afirmou nesta quarta-feira que Israel não tem planos de atacar o Irã.
O governo israelense tem colocado o “caso Irã nuclear” no topo de sua agenda. Netanyahu enxerga no programa nuclear iraniano uma ameaça real a Israel, e é exatamente essa prioridade colocada pelo governo que gera boatos de um possível ataque de Israel as instalações nucleares do Irã, como ação de defesa. Entretanto o primeiro ministro afirmou não existir esta necessidade porque “Israel é um pais forte que tem capacidade de se defender sozinho”.
Liberman também afirmou que este não é apenas um problema de Israel, mas sim do mundo todo porque uma vez que o Irã entrar para o clube dos “países nucleares” desencadeara uma corrida armamenticia na região do Oriente Médio que se tornará uma ameaça para o mundo todo.
Em visita a Rússia o ministro das relações exteriores solicitou ao presidente Dmitri Medvedev que repensasse o fornecimento de armamentos a Teerã e que este usasse de sua influencia política sobre o país para frear o programa nuclear iraniano. O presidente russo se comprometeu em revisar os acordos militares e de solicitar ao Irã que utilizasse seu programa nuclear apenas para fins civis como, por exemplo, a construção de usinas elétricas.
Medvedev também elogiou a nova posição política dos EUA que se dispuseram a reabrir as conversações com Teerã, afirmando que esta atitude poderá evitar futuros conflitos e que toda esta problemática poderá ser resolvida de forma pacifica e diplomática.
De fato os Estado Unidos tem demonstrado uma maior abertura para negociar, mas muita pouca coisa deve mudar se o governo de Teerã continuar divulgando acusações sobre Israel e EUA. Estes avanços dependem também das eleições para a presidência do Irã que acontecem neste mês. Desta forma o cenário deverá permanecer o mesmo ao longo destes próximos dias, com boatos sobre possíveis ataques israelenses e sobre os possíveis usos do programa nuclear iraniano.
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