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terça-feira, 16 de junho de 2009

Palestinos condenam discurso de Netanyahu

Logo após o pronunciamento do premier israelense sobre o seu apoio a criação de um Estado palestino, o negociador-chefe da Autoridade Nacional Palestina, Saeb Erekat, disse “Não estamos surpresos com o que disse, mas ao mesmo tempo condenamos todas suas declarações”. Esta frase foi uma das diversas vindas das autoridades palestinas que condenaram o discurso de Netanyahu.

Esta negativa por parte dos palestinos é baseada em diversos fatores mencionados no discurso do primeiro ministro, entre elas a falta de solução para os refugiados e a problemática de dois Estados para dois povos, “se limitou a pôr condições impossíveis aos palestinos” de acordo com Erekat.

Já os lideres do Hamas, alem de terem condenado o discurso, divulgaram uma nota incentivando a todos os países árabes e a ANP a romperem todo e qualquer acordo que tenham com Israel. Pois disseram que as palavras do primeiro ministro foram uma resposta aos árabes e palestinos que acreditavam nas negociações de paz, e desta maneira a única forma de conseguir um Estado era através da resistência armada.

De fato muitas das pré-condições impostas por Bibi em seu discurso são quase que impossíveis de serem acatadas, entretanto não podemos dizer que estas palavras não foram um passo significativo em direção a paz, porque mesmo já colocando exigências o premier aceitou a possibilidade de criar-se um Estado e é neste ponto que existe o avanço, e é a partir deste ponto que devemos caminhar.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Netanyahu aceita negociar

Em um discurso que para muitos pode ser considerado como uma grande reviravolta Binyamin Netanyahu, pela primeira vez desde que assumiu o poder, apoiou a existência de um Estado Palestino. A fala do primeiro-ministro veio como um baque, pois seus ideais políticos conservadores sempre foram contra a criação de um pais para os palestinos. E num passado não muito distante seus discursos sempre faziam oposição as negociações entre Israel e Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Seu discurso, realizado na Universidade de Bar Ilan, tinha o objetivo de divulgar as políticas de paz e segurança, e de fato o fez, clamando uma retomada nas negociações com a seguinte frase ” Eu chamo vocês, nossos vizinhos palestinos, e a liderança da Autoridade Palestina: vamos começar imediatamente as negociações de paz, sem pré-condições.”

As pré-condições mencionadas na fala são diversas, mas a que mais chama atenção é a imposição de um Estado desmilitarizado, isto é, o novo país não poderia formar um exército, nem controlar seu espaço aéreo e deveria coibir e proibir qualquer tipo de contrabando de armas. Estas exigências foram colocadas, porque caso elas não existissem e o país fosse criado uma nação armada poderia emergir como o que há atualmente em Gaza.

Como foi dito acima, este fato pode ser considerado histórico, uma vez que um político conservador de visão totalmente contraria a criação de um país palestino, mude sua forma de pensar e veja que para a conquista da paz dois estados são necessários na região.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Israel indeniza palestinos

No domingo, dia 7 de junho, o Ministério de Defesa de Israel informou que indenizará em torno de 50 palestinos que tiveram suas propriedades vandalizadas por colonos israelenses.

Este tipo de medida sempre é adotado quando algum civil palestino sofre perdas causadas por israelenses, como por exemplo, desocupação de casas para construção da cerca fronteiriça, ou como neste caso revolta de moradores de assentamentos retirados pelo exercito.

Esta evacuação aconteceu em dezembro de 2009, quando colonos residentes da cidade de Hebron, foram retirados de uma casa que havia se tornado símbolo do movimento ultradireitista. Revoltados com o fato, os moradores desta casa, danificaram casas, carros e queimaram cultivos palestinos.

O valor a ser pago será de 250 mil shekels e leva-se em consideração que as autoridades israelenses têm parte da culpa sob este incidente, porque, caso não tivessem decidido evacuar a residência nenhum destes fatos teria ocorrido.

Eleições no Líbano

Uma noticia divulgada hoje, que tem extrema relevância para Israel é a derrota do Hezbolah nas eleições libanesas. A votação que foi feita para eleger o parlamento do país ocorreu ontem e contava com dois partidos favoritos, o Hezbolah e uma coalizão governista chamada 14 de março.

A coalizão governista é composta por sunitas e cristãos e tem políticas pró EUA e ocidente. Entretanto analistas políticos acreditam que o governo será formado por uma união nacional para agregar as principais políticas do país.

Desta forma o governo libanês continuará sendo composto por um grupo terrorista, o que prejudica e muito nas relações deste país com o resto do mundo. E este fator faz com que as negociações de paz entre Israel e Líbano continuem estagnadas

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Israel não atacará o Irã

O Ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, afirmou nesta quarta-feira que Israel não tem planos de atacar o Irã.

O governo israelense tem colocado o “caso Irã nuclear” no topo de sua agenda. Netanyahu enxerga no programa nuclear iraniano uma ameaça real a Israel, e é exatamente essa prioridade colocada pelo governo que gera boatos de um possível ataque de Israel as instalações nucleares do Irã, como ação de defesa. Entretanto o primeiro ministro afirmou não existir esta necessidade porque “Israel é um pais forte que tem capacidade de se defender sozinho”.

Liberman também afirmou que este não é apenas um problema de Israel, mas sim do mundo todo porque uma vez que o Irã entrar para o clube dos “países nucleares” desencadeara uma corrida armamenticia na região do Oriente Médio que se tornará uma ameaça para o mundo todo.

Em visita a Rússia o ministro das relações exteriores solicitou ao presidente Dmitri Medvedev que repensasse o fornecimento de armamentos a Teerã e que este usasse de sua influencia política sobre o país para frear o programa nuclear iraniano. O presidente russo se comprometeu em revisar os acordos militares e de solicitar ao Irã que utilizasse seu programa nuclear apenas para fins civis como, por exemplo, a construção de usinas elétricas.

Medvedev também elogiou a nova posição política dos EUA que se dispuseram a reabrir as conversações com Teerã, afirmando que esta atitude poderá evitar futuros conflitos e que toda esta problemática poderá ser resolvida de forma pacifica e diplomática.

De fato os Estado Unidos tem demonstrado uma maior abertura para negociar, mas muita pouca coisa deve mudar se o governo de Teerã continuar divulgando acusações sobre Israel e EUA. Estes avanços dependem também das eleições para a presidência do Irã que acontecem neste mês. Desta forma o cenário deverá permanecer o mesmo ao longo destes próximos dias, com boatos sobre possíveis ataques israelenses e sobre os possíveis usos do programa nuclear iraniano.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Rotina em Israel

Como acontece todo ano desde 2006, após a guerra com Hezbolah, Israel realizará nos próximos cinco dias exercícios de Defesa Civil. Muitas fontes dizem que este será o maior treinamento realizado em toda a história do país.

A iniciativa recebeu o nome de “Ponto de Quebra 3” e nela serão reproduzidas uma série de cenários como por exemplo o ataques de mísseis. Toda a região do Oriente médio observa atentamente estas movimentações porque cada vez mais aumentam as especulações de um ataque de Israel ao Irã.

Entretanto outro tema chamou ainda mais atenção nesta segunda-feira, a reunião entre o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas e o presidente americano Barack Obama, em comunicado divulgado por Washington após a reunião uma frase chama a atenção “Palestinos e americanos compartilham um mesmo interesse e uma mesma visão”. Com esta frase Obama reitera os acordos firmados em 2003 (Mapa da Estrada) onde os Palestinos comprometem-se em acabar com a violência contra Israel e estes de parar de construir novos assentamentos.

Nenhum dos dois lados vem cumprindo sua parte no acordo, Abbas não consegue controlar o Hamas, porque não tem poder político nenhum sobre este grupo, e Bibi não impede o crescimento dos assentamentos pois diz que este movimento é natural e não pode ser impedido.

Nesta semana Obama viaja ao Egito para continuar sua conversas com os lideres do Oriente médio que começaram com o Rei Abdullah da Jordânia em abril, Bibi e Abbas em maio e agora em junho será a vez do presidente Hosni Mubarak.