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domingo, 26 de julho de 2009

Valsa com Bashir


Hoje após 3 semanas de férias retomo o blog Israel Hoje. E para retomar a rotina de post’s resolvi no texto de hoje sair um pouco do modelo dos textos usuais deste site. Escrever um texto sobre uma experiência pessoal que aconteceu no dia de ontem, quando tive o prazer de ver um excelente filme chamado Valsa com Bashir.

“De acordo com o site Wikipédia Valsa com Bashir é :” Valsa com Bashir é um filme israelense de 2008 escrito e dirigido por Ari Folman. No formato de documentário animado, o filme retrata as tentativas de Folman, um veterano da Guerra do Líbano de 1982, de recuperar suas memórias perdidas dos eventos que marcaram o massacre de Sabra e Shatila. A película foi lançada em 13 de maio de 2008 durante o Festival de Cannes e foi uma das cinco indicadas ao Oscar de melhor filme estrangeiro.”

Alem de ser uma animação diferente da usual com tom sombrio, o filme coloca todos os fatos de maneira clara e os co-relaciona de uma maneira eficaz e simples.

Mas entre todos os fatos do filme o que mais intriga é o fato de todos os soldados que participaram de alguma forma do massacre, não lembram do episodio todo, todos lembram apenas partes e outros inclusive inventaram uma cena completamente diferente para simplesmente apagar tudo que eles viram naquela data.

Entretanto, não resolvi escrever este texto para realizar uma crítica do filme, mas sim para demonstrar minha perplexidade com o assunto da película, o Massacre de Sabra e Shalita, morticínio de refugiados civis palestinos, perpetrados por milicianos cristãos maronitas, nos campos de Sabra e Shatila, situados na periferia de Beirute, na região sul da cidade que se encontrava sob proteção de Israel. O número estimado de mortos neste evento é incerto mas acredita-se que seria algo em torno de 3500 pessoas.

A barbárie esta na negação do exercito israelense pela responsabilidade do ato. Até o hoje o ministro da defesa na época, Ariel Sharon, nega que algo poderia ter sido feito para evitar este ataque, mas o filme deixa claro que alem de poder ter sido evitado o exercito ajudou as Falanges Libanesas no ataque, dando suporte e armamento.

E é este episodio que me deixou indignado, porque é inevitável a comparação do massacre no Líbano com o massacre realizado pelos nazistas no Gueto de Varsóvia. E eu como criador de um blog pro Israel não poderia neste fato ser convalescente com este Estado que tanto prezo, desta forma espero que este fato tenha sido algo isolado e que nunca venha a se repetir, pois sempre prezamos lembrar o Holocausto para que nunca mais acontece, e digo que o Massacre de Sabra e Shalita também deve ser lembrado para que nossa historia não volte a ser manchada devido à irresponsabilidade e idiotice de um seleto grupo que achou que teria poder para tal fato.

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